Samba do Trabalhador Braçal

Se morasse no Rio de Janeiro, eu certamente estaria envolvido na ala dos compositores de alguma escola de samba. Tenho preferência pela Estação Primeira de Mangueira e me encheria de orgulho se um dia emplacasse o samba-enredo de algum carnaval da verde-e-rosa.

A festa da carne já passou, mas nunca é tarde para divulgar aos leitores deste blog um samba-enredo composto por mim. É provável que muito em breve eu o grave e coloque à disposição de quem quiser ouvir, mas por enquanto a letra já dá para ter uma idéia da qualidade da composição.

Este foi o primeiro samba-enredo que compus, surgiu lá pelos idos de 2003. Fala do cotidiano difícil daqueles que usam sua força bruta como instrumento de trabalho. Analisem a letra e comentem se tenho algum futuro no samba.

O cotidiano sujo, suado e sofrido do trabalhador braçal
(Letra e Música: Pedrox)

Sujo
No cais do porto e suado
Onde o estivador cansado
Executa seu ganha-pão

Carregando madeira na estância
Levando maca para ambulância
Trabalha forte pra mudar sua sorte

O trabalhador braçal
É uma pessoa angustiada
Tem que carregar tonéis
De quase uma tonelada

O trabalhador braçal
Leva uma lida sofrida
Obrigado a suportar
Os quilogramas dessa vida
(O trabalhador braçal)

O trabalhador braçal
Dia e noite
Não e sim
Ele chora e canta
Cai e se levanta
Sua labuta não tem fim
Assim samba trabalhador braçal
Que vive sua vida de animal

Ergue a cabeça
Olha pro alto
Trabalhador braçal
Ter um sonho não faz mal
Empurra o alegórico
Trabalhador braçal
És a alegria desse carnaval.

Sujo… (repete a canção toda quantas vezes forem necessárias até a escola cruzar a avenida)