Mafalda, o filme (1982)

Longa metragem produzido há 35 anos está disponível no Youtube.

Mafalda é uma tira escrita e desenhada nas décadas de 60 e 70 pelo cartunista argentino Quino, que este ano completou 85 anos. Nas histórias a protagonista se preocupa com  a humanidade e a paz mundial e se rebela com o estado atual do mundo. Os quadrinhos tiveram altíssima popularidade na América Latina e Europa. Mafalda foi muitas vezes comparada ao personagem Charlie Brown, de Charles Schulz, principalmente por Umberto Eco em 1968.

Apesar de Quino ser contrário à ideia de uma adaptação ao cinema ou teatro, um desenho animado foi realizado por Carlos Márquez em 1982. Ele continua pouco divulgado e conhecido, mas pode ser visto na íntegra no You Tube. Postei originalmente este vídeo aqui em 2012, mas como o link quebrou, aproveitei para atualizar e publicar novamente. Confira a ficha técnica e a sinopse deste filme:

Ficha técnica: Mafalda – Argentina, 1982, 85 min – Direção: Carlos D. Marquez.

Sinopse: A animação tenta não descaracterizar a construção tradicional do humor da Mafalda, apresentando uma série de gags curtinhas, mas relacionadas entre si e unificando uma única estória. Baseado nas tiras da turma da Mafalda, criação do argentino Joaquín Salvador Lavado, o Quino, o filme traça um perfil básico de todos os personagens clássicos da trupe, deixando entrever no traço a arte original das tiras. Também é conhecido pelo nome adotado na Espanha: “El Mundo de Mafalda”.

Samba do Nirvana

Há exatos 15 anos, Kurt Donald Cobain botou uma azeitona de chumbo em seu cérebro e pôs fim à própria vida. Neste dia acabou a primeira grande banda de rock da minha geração. Cobain morreu, mas Nirvana vive pra sempre em meu coração (que fofo isso, né?).

Em 2004 – ano seguinte ao que compus o Samba do Trabalhador Braçal – a morte de Kurt completou 10 anos e para homenageá-lo rabisquei estes singelos versos como se fossem de um samba-enredo que homenagearia a maior banda grunge de todos os tempos. Imaginei até a escola de samba fictícia: G.R.E.S. Unidos de Seattle. Deu nisso:

Grunge, drogas e rebeldia: Kurt Cobain é Seattle na Sapucaí
(Letra e Música: Pedrox)

[[Um solo de cavaquinho da introdução de “Smells Like Teen Spirit” dá a deixa para a explosão da bateria integrada somente por gente da comunidade.]]

Carregue suas armas
Traga seus amigos
Venha pra Seattle
Curtir uns sambas-grunge
Distorcidos

Na algibeira da angústia
De uma geração perdida
Nirvana é a palavra de acolhida
Que essa gente enternecida
Mostra atitude e devoção

Cobain do Budismo um tanto Kurt
Polly quer uma bolacha
No baixo, Novoselic despacha
Dave Grohl, Dave Grohl
Na bateria é ele quem dá show

E na cabeça um tiro, tirou
A curta vida do compositor
E nossa escola pede passagem
Para fazer a homenagem

Vamos quebrar guitarras
Eu vou
Heroína a gente traça
Vicio-ou
Nirvana representa inquietude
Que a juventude influenciou.

Carregue… carregue suas armas… (Como sempre, repete tudo quantas vezes forem necessárias até a escola cruzar a avenida do samba)

E aí? Tenho futuro no samba?

Samba do Trabalhador Braçal

Se morasse no Rio de Janeiro, eu certamente estaria envolvido na ala dos compositores de alguma escola de samba. Tenho preferência pela Estação Primeira de Mangueira e me encheria de orgulho se um dia emplacasse o samba-enredo de algum carnaval da verde-e-rosa.

A festa da carne já passou, mas nunca é tarde para divulgar aos leitores deste blog um samba-enredo composto por mim. É provável que muito em breve eu o grave e coloque à disposição de quem quiser ouvir, mas por enquanto a letra já dá para ter uma idéia da qualidade da composição.

Este foi o primeiro samba-enredo que compus, surgiu lá pelos idos de 2003. Fala do cotidiano difícil daqueles que usam sua força bruta como instrumento de trabalho. Analisem a letra e comentem se tenho algum futuro no samba.

O cotidiano sujo, suado e sofrido do trabalhador braçal
(Letra e Música: Pedrox)

Sujo
No cais do porto e suado
Onde o estivador cansado
Executa seu ganha-pão

Carregando madeira na estância
Levando maca para ambulância
Trabalha forte pra mudar sua sorte

O trabalhador braçal
É uma pessoa angustiada
Tem que carregar tonéis
De quase uma tonelada

O trabalhador braçal
Leva uma lida sofrida
Obrigado a suportar
Os quilogramas dessa vida
(O trabalhador braçal)

O trabalhador braçal
Dia e noite
Não e sim
Ele chora e canta
Cai e se levanta
Sua labuta não tem fim
Assim samba trabalhador braçal
Que vive sua vida de animal

Ergue a cabeça
Olha pro alto
Trabalhador braçal
Ter um sonho não faz mal
Empurra o alegórico
Trabalhador braçal
És a alegria desse carnaval.

Sujo… (repete a canção toda quantas vezes forem necessárias até a escola cruzar a avenida)