MPPA abre cadastro de reserva para estágio em jornalismo

Alunos matriculados nos 6 últimos semestres e com média global mínima de 7,0 (sete) podem ser inscrever até 10 de novembro.

Trabalhar no Ministério Público do Estado do Pará é uma das experiências mais completas que se pode ter no ramo da assessoria de comunicação. Diferente de assessorias mais específicas, como a de uma empresa de educação ou uma secretaria de saúde, a vivência profissional neste órgão auxiliar ao funcionamento da justiça oferece uma diversidade de temas bastante extensa.

Para se ter uma ideia, o escopo do Parquet abrange praticamente qualquer assunto noticiável pois é uma instituição que atua na defesa dos interesses sociais e indisponíveis, como o direito à vida, à saúde, à moradia, à liberdade, à educação, ao trabalho, à cidadania, dentre outros.

Além disso, o MP é fiscal das leis e atua, ainda, na defesa da ordem jurídica e do regime democrático. Também defende o patrimônio cultural, o meio ambiente, os direitos e interesses da coletividade, como os das comunidades indígenas, da família, da criança, do adolescente e do idoso.

Se eu, que sou servidor efetivo (concursado) do MPPA há quase 10 anos, sempre aprendo algo novo na nossa insana rotina diária, pense na oportunidade de quem é estudante e pode ter essa vivência por até dois anos.

Se você tem média global igual ou superior a 7,0 (sete) e está regularmente matriculado nos seis últimos semestres do curso de jornalismo em uma das faculdades conveniadas, o primeiro passo para trabalhar conosco é se inscrever neste link aqui.

O cadastro de reserva vai ordenar todos os inscritos de acordo com a média global informada na inscrição e comprovada pela instituição de ensino superior. Quando os atuais estagiários se desligarem em função de suas graduações, a lista de inscritos será acionada para entrevista e teste de seleção.

A jornada de estágio é de 4 (quatro) horas diárias e 20 (vinte) horas semanais, compatíveis com os horários de aula e de expediente do MPPA, no turno da manhã ou da tarde, e a grana é boa para um estágio: R$645,50 + auxílio-transporte, de R$105,60.

A próxima chamada está próxima, prevista para o início de 2018. Se você quiser participar desta seleção – e das próximas até o encerramento deste cadastro – não perde tempo e te inscreve. Mais detalhes no edital.

Agência Pública lança nova campanha de financiamento coletivo

Projeto Reportagem Pública 2017 pretende arrecadar R$ 80 mil até o final de outubro para financiar jornalismo investigativo.

As mudanças nas tecnologias de produção e consumo do conteúdo provocaram grandes alterações na sociedade e, naturalmente, o modo de fazer notícias também mudou. Estamos vivendo a era pós-industrial do jornalismo, em que novos modelos estão sendo pensados e experimentados para modificar todas as etapas de produção.

Das iniciativas contemporâneas a que mais me chama atenção, inclusive sendo objeto da minha dissertação de mestrado, é a Agência Pública de Reportagem e Jornalismo Investigativo, uma organização sem fins lucrativos fundada e dirigida por mulheres.

Suas investigações abordam transparência e direitos humanos e as reportagens são publicadas por mais de 70 veículos brasileiros e estrangeiros – desde grandes portais até blogs e sites independentes.

Em seis anos de história, venceram 29 prêmios. Em 2016, foi o terceiro veículo mais premiado do Brasil, atrás apenas das organizações Globo!

Reportagem Pública 2017 é a terceira edição de um projeto realizado em 2013 e 2015 como uma maneira que a Pública utiliza para construir uma comunidade que se mobiliza e incentiva, tal qual uma parceria da agência com os leitores.

Na soma das duas edições anteriores 25 reportagens foram financiadas por 1738 apoiadores. Além de terem impacto na vida real, as reportagens financiadas pelo colaboradores ganharam 6 prêmios nacionais e internacionais.

Além do fomento ao jornalismo investigativo, o apoiador pode escolher o tema de cada reportagem e com o voto é possível fazer reportagens mais urgentes, sobre os temas que os leitores querem saber.

Sem intermediadores.

Sem patrocinadores.

Sem anunciantes.

Sem patrão.

Assista o vídeo de apresentação da campanha:

Existem várias faixas de contribuição que variam de R$ 30 a R$ 1.000. As contrapartidas são proporcionais ao valor investido, sendo quem todas permitem que o colaborador participe do conselho editorial e acompanhe as etapas de produção das reportagens.

Os R$ 80 mil que devem ser arrecadados até o dia 27 de outubro serão utilizados para financiar 8 reportagens investigativas a partir de novembro, incluindo gastos gerais, viagens e pagamento do repórter. Os investimentos são discriminados no gráfico abaixo:

Eu participei das duas campanhas anteriores e só não contribuí nesta porque ainda não decidi qual valor de colaboração terei condições de investir, mas estou muito interessado em participar do Workshop “Não compartilhe fake news!” – Como identificar fake news e checar boatos na Casa Pública (RJ), disponível na faixa dos R$ 150. É provável que eu vá nessa.

Para participar, acesse: https://www.catarse.me/reportagempublica2017

Documentário: Quem matou Eloá? (2015)

Curta-metragem de Lívia Perez discute a naturalização da violência contra a mulher e a abordagem da mídia televisiva.

Em 2008, Lindemberg Alves de 22 anos invadiu o apartamento da ex-namorada Eloá Pimentel de 15 anos, armado, mantendo-a refém por cinco dias. O crime foi amplamente transmitido pelos canais de TV.

O documentário “Quem matou Eloá?” traz uma análise crítica sobre a espetacularização da violência e a abordagem da mídia televisiva nos casos de violência contra a mulher, revelando um dos motivos pelo qual o Brasil é o quinto no ranking de países que mais matam mulheres.

Confira mais informações no site Porta Curtas.

Leia também: Quem matou Eloá?: a mídia e a violência contra a mulher