E-book: Sociedade, Campo Social e Espaço Público

O primeiro artigo publicado em um livro a gente nunca esquece e este marca minha modesta estreia editorial. É apenas um capítulo adaptado do que apresentei no Intercom 2014, em Foz do Iguaçu-PR.

“As estratégias de comunicação da série Amazônia Pública” é resultante de trabalho da disciplina da professora Luciana Miranda, que fiz no PPGCOM/UFPA sobre a Pública – Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo, meu objeto de pesquisa.

O livro é organizado pela minha orientadora Edna Castro e pelo coordenador do Programa de Pós Graduação Sílvio Figueiredo e tem uma penca de outros ótimos artigos de colegas mestrandos e doutorandos, além de professores do NAEA e do PPGCOM. Vale a pena conferir. O link para baixar está no fim da postagem.

Sociedade, Campo Social e Espaço PúblicoTítulo: Sociedade, Campo Social e Espaço Público
Autor(es): Edna Maria Ramos de Castro, Silvio José de Lima Figueiredo.
Editora: NAEA
Ano: 2014
Resumo: A relação entre sociedade e natureza, na perspectiva ocidental, sempre foi a de retirar da última recursos com potencial de transformação para obtenção de bens através do trabalho. Vê a natureza como fonte inesgotável de recursos. E, pela organização da atividade econômica e do trabalho, a natureza é processada para gerar utilidades, ou bens (materiais e imateriais) importantes pelo seu uso (valor de uso) e valor no mercado (valor de troca). Ao longo do desenvolvimento capitalista, cada vez mais bens com valor de uso passam a ter também um valor de troca. O avanço da economia foi também possível devido à intensificação do desenvolvimento tecnológico considerado como instrumento para aumentar a eficiência dos processos produtivos. Repousa em um sistema de crenças – sobre o desenvolvimento, sobre a eficácia da ciência e da técnica – organizadas sob uma lógica relacionada à expansão de capitais, ao sistema de mercado e da economia globalizada. Sociedade, Campo Social e Espaço Público reúne trabalhos de pesquisa elaborados numa perspectiva interdisciplinar com contribuições teóricas e metodologias trazidas por disciplinas da grande área de humanidades, realizadas por professores e discentes do Programa de pós-graduado em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido do Instituto de Altos Estudos Amazônicos, inaugurando-se com ele a Série Desenvolvimento e Sustentabilidade.

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Estudantes de comunicação debatem interações de fãs na internet

Estudantes da Faculdade de Comunicação Social da Universidade Federal do Pará estão promovendo uma série de discussões para a disciplina de Estudos de Temas Contemporâneos, ministrada pela professora Alda Costa, e no dia 06 de abril o tema escolhido foi a cultura dos fãs na internet.

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Eu fui convidado para falar sobre os torcedores de futebol. Tive o privilégio de dividir a mesa com a Thainá Menezes, que abordou fanfics, e meu antigo aluno e ex-bolsista Tarcízio Macedo, que está conduzindo uma pesquisa sobre games no mestrado do PPGCOM. A Academia Amazônia fez uma matéria que resumiu um pouco do que rolou lá. Espia:

 

Sobre a ursa, o DiCaprio e minha dissertação em fase final

Estou na última semana de redação e ajustes da minha dissertação de mestrado no Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (PPGDSTU) do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) da UFPA. Atualmente me sinto como o Leonardo DiCaprio, em O Regresso, sobrevivendo após a luta contra aquela ursa. Aproveito o momento para tirar poeira e as teias de aranha deste blog pra contar a vocês um tostão acerca do trabalho que estou finalizando.

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Como eu me sinto neste momento

Faço uma análise das narrativas que a Pública, agência de reportagem e jornalismo investigativo, produziu acerca dos agentes e conflitos envolvendo os projetos hidrelétricos da bacia do rio Tapajós para identificar como a imprensa alternativa promove a visibilidade de questões que a mídia tradicional tende a ocultar.

Quem estiver interessado em conhecer o corpus do estudo, pode acessar o link do Especial Tapajós e ler as grandes reportagens que dão espaço de fala aos ribeirinhos, às tribos munduruku, aos movimentos sociais e às populações urbanas impactadas pela construção de barragens na região, aqueles que chamo de “vozes da resistência”.

O conteúdo também pode ser visto em dois documentários, o primeiro é o Tapajós em Transe (dezembro de 2012):

O mais recente é Um Rio em Disputa (fevereiro de 2015):

O tema é bem mais complexo e apaixonante do que o imaginei em 2013, quando submeti o projeto para seleção. Entrei mirando o webjornalismo e acabei enveredando por aspectos socioambientais bem mais relevantes no que concerne à necessidade de democratização da mídia no Brasil.

Encerro este post para não dar mais spoilers do que estou produzindo e pela necessidade de voltar a escrever. Preciso, mais do que nunca, desenvolver um bom trabalho para orgulhar minha orientadora e todos aqueles ao meu redor que querem meu bem e estão torcendo por mim.

Hoje sou um pouco Leonardo DiCaprio, que precisou ficar todo estrupiado e fazer uma jornada de sacrifício para ao final conquistar uma realização que há muito tempo sonhava.

No caso dele, o Oscar. No meu, o título de mestre.

Por favor, não me enterrem vivo. Eu vou fazer de tudo para conseguir.